Curso superior de enfermagem nos Estados Unidos

A estrutura do curso de enfermagem nos EUA e diferente do curso no Brasil. O curso de enfermagem se tornou um dos cursos superiores mais procurados nos EUA.  Com o aumento de candidatos, a entrada para o curso se tornou muito competitiva. Para atender a demanda de candidatos as universidades americanas criaram um processo de selecao especifico para curso de enfermagem. Esse processo pode variar um pouco de universidade para universidade, mas geralmente tem certas similaridades. Bem, um aluno que tem interesse em fazer enfermagem nos EUA vai comecar sua faculdade fazendo os cursos pre-requisitos para a entrada na enfermagem.

Na minha faculdade a selecao para o curso de enfermagem e feito com base em 9 materias, que sao: Composicao em Ingles I, Introducao a psicologia ou Sociologia, Estatistica, Anatomia e fisiologia 1, Anatomia e fisiologia 2, Microbiologia, Crescimento e Desenvolvimento Humano, Nutricao e uma  materia de Humanas com escrita intensiva. Alem dessas 9 materias, as faculdades exigem uma prova de admissao, o TEAS. Essa prova testa conhecimentos gerais do candidato em uso de linguagem e gramatica do ingles, algebra e geometria, anatomia e fisiologia, biologia e quimica. As faculdades utilizam a media de notas dos alunos nas 9 materias pre-requisitos e a nota desse teste para selecionar os cadidatos ao curso de enfermagem.  Para conseguir entrar no curso de enfermagem , os alunos tem que ter notas muito altas nas 9 materias e no TEAS. Quando digo notas altas, digo A’s. O sistema de notas americano e de letras: A, B, C, D, F. Um A seria equivalente a notas de 90 -100. A verdade, e que entrar para o curso de enfermagem e extremamente dificil e concorrido.

E se o candidato na for selecionado logo de primeira vez? Pode tentar novamente no proximo semestre e pode fazer mais materias para tentar aumentar a nota percentual. Geralmente os alunos levam de 1 ano a 1 ano e minho so para completarem essas materias pre-requisitos e ai tentam entrar para o curso de enfermagem.

Existem 2 tipos de cursos superiores de enfermagem nos EUA, o Associates e o Bachelors.  O Associates em Enfermagem (AA in Nursing) e um curso de 2 anos apos as tais materias pre-requisitos.  Nao e um curso tecnico e sim superior.  Ja o Bachelors, o aluno faz 4 anos ou 8 semestres de curso superior e em um Bacharelado em Enfermagem, que tambem e de nivel superior. Tanto os alunos formados em 2 quanto os formados em 4 anos de curso superior tem a mesma qualificacao como enfermeiros.   Os 2 tipos de alunos serao RN (Registered Nurse) – enfermeira registrada, que e o titulo que se da para enfermeiras com o curso superior nos EUA. Sendo o aluno com 2 anos de curso ADN e o com 4 anos de curso BSN.

Apos completar o curso de enfermagem os alunos fazem prova pelo Conselho de Enfermagem, NCLEX-RN.  E necessario aprovacao nessa prova para tirar a licensa profissional e poder atuar como enfermeiro nos EUA. Essa prova e o grande stress de quem chega ate o final do curso. Apos aprovacao nessa prova, o Conselho de enfermagem do estado de residencia do candidato envia o numero da licensa profissional e ai sim o enfermeiro pode se candidar a vagas de trabalho na sua area de atuacao.

Ai, muita gente pergunta, se a pessoa pode ser enfermeira em 2 anos, para que fazer um curso de 4 anos? Pelo peso do titulo. Uma enfermeira com diploma de 4 anos pose assumir funcoes de supervisao, enquanto a enfermeira com 2 anos de estudo nao sera colocada em cargos de supervisao em um hospital por exemplo. Os cargos de supervisao remuneram melhor. Outro fato e que quem tem um bacharelado, pode dar continuidade aos seus estudos no mestrado e se especializar. So quem fez o curso de 4 anos, pode avancar par o mestrado.

 

 

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Finalmente terminou! Semestre de verao da faculdade

Meu primeiro semestre de aulas, na verdade foram 5 semanas intensivas, pois eu iniciei minhas aulas no verao. As faculdades americanas oferecem aulas tambem no periodo de ferias de junho a inicio de agosto, tenho geralmente 3 opcoes: o mini term A, 5 semanas comecando logo no fim de maio. O mini term B, comeca no final de junho e vai ate a primeira semana de agosto  e o full term, que seriam 12 semanas durante o verao. Eu fiz minhas aulas no mini term B.

Ja aviso que nao foi mais facil, e simplesmente uma estrategia para quem precisa acelar o tempo, mas e puxado.  Falando de forma mais simples, os professores apertam em 5 semanas o que eles geralmente ensinam durante um semestre. Eu nao tive folga desde final de junho, um trabalho atras do outro, uma prova atras da outra, mas agora ja estou vendo a luz no fim do tunel, semana que vem as aulas terminam, aleluia! O que apertou demais foi ter feito 3 materias, o volume de provas e materias para estudar foi enorme em prazo muito curto. Mas consegui. Para quem nao trabalha e nao tem familia, acho bem simples. Mas meu problema maior e gerenciar meu tempo, pois tenho 2 criancas. Geralmente meu horario de estudo e depois que eles vao dormir, a noite.

Quando me matriculei nas 3 aulas, nao sabia qual seria o nivel de dificuldade, ou de carga de trabalhos e provas. Duas materias quase me deixaram louca: a tal English Composition (Composicao em Ingles) e Introducao a Psicologia. English Composition minha gente e aula de escrita intensiva e feita em 5 semanas foi super intensiva. Fizemos 42 trabalhos escritos em 5 semanas… Se escrever ja nao e tao simples, ainda mais em outra lingua. A verdade, sem me gabar, mas sendo honesta, eu tenho um dominio muito bom do ingles, o que facilita o processo de estudo aqui, mas meus colegas americanos estavam querendo abandonar o curso, porque nao davam conta do volume de trabalhos em pouco tempo.  Consegui terminar o curso, entreguei todos meus trabalhos e ainda fui eleita pelos colegas de sala, a colega que escrevia melhor, ja que nos faziamos avaliacao da escrita dos colegas. Para mim foi um super elogio e uma grande motivacao, porque como ingles nao e minha lingua nativa, acho sempre que meus trabalhos escritos sao piores que os dos alunos americanos e isso nao necessariamente e verdade.

A psicologia foi uma daquelas aulas com professor das antigas, que da a aula e prova, nada de trabalhos extras, nada de trabalhos online, tudo ali dado em sala de aula. Por um lado foi bom, porque o sistema das universidades aqui hoje em dia e todo online, todos os trabalhos sao entregues online e as vezes sinto falta dessas aulas tradicionais e sem aquele stress de lidar sempre com o computador.

Minha meta era ficar com notas A’s (de 90 a 100) em todas as materias, me esforcei para isso e tive o resultado que queria. Tenho essa preocupacao louca com nota, porque preciso ter A’s para ser selecionada para o meu curso de escolha, enfermagem, e claro tendo essa preocupacao, a gente se dedica mais.  Terminei o termo do verao muito feliz com os resultados que tive nas tres aulas e daqui ha duas semanas comeca tudo de novo no semestre do outono, que inicia no meio do mes de agosto.

 

Por que nos mudamos da Europa para os Estados Unidos

Na verdade nao nos mudamos da Europa para os Estados Unidos e sim retornamos aos Estados Unidos. O marido e eu ja haviamos morado por 9 anos nos Estados Unidos quando nos mudamos para a Europa. O que nos levou para a Europa foi o trabalho dele. Meu marido era jogador de basquete profissional, como ele e europeu, ele recebeu muitas ofertas de contrato na Europa depois que ele se formou na faculdade nos Estados Unidos, naquela epoca fazia sentido essa mudanca para a Europa.

A oportunidade de morar na Europa foi maravilhosa. Tivemos a chance de morar em paises diferentes e viajarmos muito. Porem, notamos que para as criancas estava se tornando um pouco complicado essa mudanca de pais para pais.  Muda-se o pais, muda-se o idioma e com ele vem todo um  novo processo de adaptacao novo na escola. Alguns paises europeus possuem uma boa infra-estrutura na educacao para uma crianca estrangeira recem-chegada. Na Austria a minha filha chegou sem falar uma palavra de alemao.  Ela foi matriculada na serie das criancas da sua idade e a escola publica logo colocou a minha filha num program de imersao de alemao, ela fazia 2 horas de aulas de alemao por dia, alem de acompanhar a sua classe. Moramos em uma cidade de 5 mil habitantes na Austria, mas o pais e rico e a infra-estrutura e maravilhosa. Em outros paises, ficamos na capital, em cidade grande e a escola nao possuia nenhum tipo de infra-estrutura para receber um aluno estrangeiro. Acabamos achando injusto as criancas terem que passar por isso o tempo todo.

O outro motivo do nosso retorno foi pensando no nosso futuro profissional, tanto meu quanto o do marido. Meu marido sempre soube que o basquete nao seria eterno, um atleta aguenta no maximo ate os seus 40 anos o peso dos treinos, jogos e fraturas do esporte. Ele chegou a conclusao de que se um dia iria acabar e ele teria que partir para outra coisa, ele queria fazer essa mudanca enquanto ele ainda estivesse novo. Nos, pensamos sim em ficar na Austria, onde ja estavamos por 2 anos e as criancas ja estavam adaptadas. Porem, vimos muitos obstaculos. Meu marido e europeu, mas nao austriaco, entao nem ele e nem eu tinhamos o alemao como idioma nativo. O alemao e um idioma complicado. Eu ja nao aguentava a frustracao de ter que pedir ajuda de algum austriaco para resolver certas coisas aqui ou ali. Deixando claro que na area onde moramo, nao se fala exatamente o alemao puro e sim um dialeto local do alemao. Ja nos comunicavamos em alemao, mas dai a trabalhar em uma empresa e escrever tudo em alemao e falar alemao e bem diferente. Sem dizer que as qualificacoes para trabalhos na Austria eram bem diferentes. Por la, ate para ser uma vendorada de loja a pessoa faz um curso tecnico de vendedora. Tudo isso, nessa altura do campeonato com duas criancas, achamos muita perda de tempo.

A conclusao e que voltando para os Estados Unidos seria mais facil para a nossa familia. Para comecar eu sou cidada americana e tambem a minha filha, entao nao haveria problemas com documentos. Tanto eu, quanto o meu marido e as criancas falamos ingles. Meu marido fez faculdade nos Estados Unidos. Eu ja tinha um bom curriculo aqui e sabia que nao seria dificil arrumar emprego logo que chegassemos. Sabia tambem que as criancas se adaptariam muito melhor na escola em um idioma que falamos em casa. Entao nos programamos e fizemos a mudanca.

Trieste

Trieste no norte da Italia e uma das  minhas cidades preferidas na Europa. Trieste tem tudo que me agrada em uma cidade: a agua, as aguas cristalinas do Mar Adriatico, a atmosfera das cidade e fantastica, sempre muita gente circulando, rindo, curtindo a vida por la, muitos cafes, lindas construcoes historicas, castelos e boa comida. Minha alegria em Trieste comeca logo que dirigimos a estradinha em declive cheia de curvas ate o centro da cidade. La de cima se tem lindas vistas da cidade e se pode ver nos terracos e varandas das casas os residentes da cidade curtindo mais um dia de sol na linda Trieste.

Trieste on the north of Italy is by far my favorite city in Italy. It simply has everything I like the most: the water, the clear waters of the Adriatic Sea, the Italian vibe of a middle size Italian city, lots of cafes everywhere, beautiful old constructions and good food. It’s my third time in the city, for me to go back to a city in Europe while I still have a long list of to visit places, it has to be for a very special reason.My excitement in Trieste starts when we drive down the narrow steep curvy road to the downtown of the city. From the car I can see the residents of Trieste sitting in their houses balcony enjoying a sunny day  with the beautiful view of the clear waters of the Adriatic Sea.

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Nas minhas tres visitas a cidade ja descobri o que me encanta ali.

//During my 3 visits to the city I figured out what really makes Trieste special to me.

1. Piazza Unita d’Italia, e a maior praca da cidade e uma das pracas mais bonitas que ja vi na Europa. Na praca se misturam construcoes austriacas e alguns monumentos italianos. A cidade no passado ja pertenceu ao imperio Austro-Hungaro. Tudo na praca e lindo: os palacios, a fonte.

// Piazza Unita D’Italia is the biggest square in Trieste and one of the most beautiful squares I’ve seen in Europe. The beautiful old constructions, fountains, sculptures in the square.

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2.  Andar pelo pier do centro da cidade, em frente a Piazza Unita d’Italia sempre faz parte da minha visita a Trieste. De la se tem uma vista linda para os Alpes. Imagine so a vista a sua frente: Mar Adriatico e Alpes ao fundo.

//A walk in the downtown pier is always included in our day trips to Trieste. From the pier you have an amazing view: the Adriatic See right in front of you and the Alps behind it.

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3.Caminhar pela orla de Barcola. Barcola e uma vizinhanca na cidade de Trieste e na minha opniao a area mais gostosa da cidade para se fazer um passeio. Na orla ficam parquinhos para crianca, barzinhos, restaurantes, um ambiente muito gostoso e seguindo a avenida principal ate o fim, fica o Castelo de Miramare, parada obrigatorina quando se esta em Trieste. Para se chegar a esta area, saindo do centro da cidade, segue-se a viale Miramare (sentido Veneza).

//A walk in the Barcola, the seaside neighborhood is one of my favorite things to do in Trieste. In this area there are children playgrounds, bars, restaurants, it’s such a nice area with a beautiful view of the Adriatic Sea.

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4. Ir ao Castello di Miramare. Sempre que vou a Trieste imendo uma caminha pela orla Barcola com uma visita ao castelo. Este e o meu passeio favorito na cidade, nem preciso dizer porque, a foto fala por si mesma.

// A visit to the Castello di Miramare is a must when in the city of Trieste, my favorite place there, I don’t have to explain why, it speaks for itself.

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5. Ir a um dos muitos gostosos cafes da cidade. Em Trieste faco questao de parar em um cafe seja para um cafezinho ou um cocktail.  A verdade e que nem sou tao fa de cafe, mas amo assentar  nos cafes europeus e curtir o ambiente.

In downtown Trieste we always make a stop for a coffee or a cocktail. I just love to sit in one of the downtown’s Cafe and enjoy the view of the city and people walking by.

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Quem ve cara nao ve qualificacao

Essa nao e a primeira vez que passo por esse tipo de situacao. Nao gosto de generalizacoes, sempre que posso repito isso, mas sei que sou julgada aqui nos Estados Unidos pela aparencia. Infelizmente, nos imigrantes, principalmentes os nao brancos passamos por isso aqui.  Quando fui as universidades pedir informacao sobre o curso de enfermagem, fui recebida com aquela cara de pena. Pela expressao facial de quem me atende, ja sei o que estao pensando: coitadinha, imigrante, vem de pais de terceiro mundo, a lingua nativa nao e ingles e coitada quer ser enfermeira, vai ficar so no sonho dela. Nao foi em uma ou duas universidades, e sempre assim. Eles nao dizem nada, ou te dizem algo indiretamente como me disseram em uma escola aqui, “olha o curso de enfermagem exige muita dedicacao, e um curso concorrido, puxado e estou vendo que voce tem muito nas maos, familia, filhos, etc”. Resumindo o tal orientador academico que me disse isso, queria era mesmo me dizer, vai cacar outra coisa para fazer, ser enfermeira nos Estados Unidos nao e para voce.

A minha primeira opcao de escola foi essa onde o tal orientador academico quase me mandou catar coquinho. Ja com o meu historico escolar encaminhado, carta de intencao de fazer o curso pronta, o que faltava mesmo era o tal teste de selecao. Me disseram nessa escola que a prova era dificil, pouca gente tirava 50%, que eu me preparasse porque ingles nem e a minha primeira lingua.

Voltei a escola hoje para fazer o meu teste. O teste durou 90 minutos com  4 partes: Ingles- interpretacao de textos, Ingles – linguagem, Matematica computada e Matematica aplicada e Geometria.  Alem dessas 4 partes, tive que escrever uma essay, redacao e tive a escolha de dois temas. O problema foi o tempo, 25 questoes em cada parte e 25 minutos, e bem corrido. Terminei a prova e antes mesmo da redacao, a senhora que trabalhava na sala de teste me entregou as minhas notas. Como quem diz, se nao foi bem, nem faca a redacao.  Nao olhei as notas, ate porque nao entendi direito a pontuacao do teste, simplesmente me preocupei em fazer a tal redacao.  Da sala de teste fui ao departamento de estudantes para perguntar como foi a minha nota no tal teste.

A senhora me atendeu, olhou a nota, foi ate a mesa dele e chamou o tal orientador academico que por pouco matou todos os meus sonhos. Ele veio olhou as notas e me disse: “fantastico, ha muito tempo nao via notas assim”. A cara desse senhor olhando para as minhas notas do teste nao tinha preco, foi tudo que eu queria ver. Ele me explicou como a pontuacao do teste funcionava e ai eu mesma vi que eu acertei 98% do teste. Ele foi ate os arquivos dos alunos, buscou meus papeis, assinou um monte de papel e me entregou uma carta convite para que eu aceitasse uma vaga no curso de enfermagem da sua escola. Incrivel como as coisas mudaram depois de uma prova.

Alfabetização de crianças bilíngues

Eu sou defensora de que os pais mesmo morando no exterior devem ensinar o seu idioma para os filhos.  Hoje em dia uma das qualificações mais valorizadas mundo afora é ser fluente em mais de um idioma, então por que tirar essa oportunidade da criança.

Falamos português e inglês em casa, eu falo inglês com as crianças e meu marido inglês. Meu filho de 6 anos só foi para a escola com 4 anos, quando morávamos na Áustria (cujo idioma é o alemão). Quando chegamos nos Estados Unidos foi a primeira vez que ele iria a escola em inglês.  Comunicar ele se comunicava em inglês,  a língua não era nova para ele.  Mesmo assim,  tivemos muitos problemas com a alfabetização.

As crianças são colocadas nas turmas nos EUA de acordo com a idade. Na época da matrículas meu filho estava com 5 anos e foi logo colocado na turma de kindergarden (pré-escolar). Geralmente nessa turma as crianças estão entre 5 a 6 anos.  As crianças americanas de 5 anos na maioria já frequentam escolinha desde os 2 anos de idade. Eu trabalhei como teacher aide em pré-escola aqui nos EUA e sei que elas começam a ser introduzidas a alfabetização cedo. Algumas crianças de 4 anos aqui já sabem ler e bem.

Meu filho começou a escola aqui sem conhecer o alfabeto em inglês e nem a fonética do idioma. O alfabeto ele aprendeu rápido, mas a fonética em um ano foi muito pouco trabalhada com ele. Em agosto de 2016 ele iniciou a 1a série (1st grade) e aí o problema foi maior. As crianças deveriam ler até o fim do ano letivo 220 palavras, já deveriam saber a fonética e a escrita já estava avançado também. O meu filho só sabia o alfabeto.

No ano anterior eu cheguei a perguntar para a professora dele se deveríamos procurar um reforço para ele, uma aula particular e a professora disse que não, que ele era pequeno e tal. Na minha opnião esse foi o erro. A professora deveria ter me dito sim para procurar uma assistência fora da escola, assim ele teria tido mais tempo para ir assimilando tudo aos poucos. Agora na 1a série ele tinha 9 meses para aprender tudo ou seria mantido na 1a série, por não estar atingindo os números estipulados pelo governo em leitura, interpretação de texto e por aí vai. Confesso, que tive muita raiva da professora do ano passado e de mim também por não ter seguido meu instinto de mãe.

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Logo no início do ano letivo conheci uma professora especializada em leitura e começamos as aulas particulares. Ela trabalhou a fonética, a lista das 220 palavras que eles deveriam saber na 1a série, trabalhou a interpretação de texto e o progresso do meu filho foi incrível. A escola me disse que nunca viu uma criança dar um salto tão grande de aprendizagem. Isso foi fruto de aulas especializadas e dos nossos estudos em casa. Eu estudava com meu filho 5 vezes por semana e ele tinha uma hora de aulas as sextas-feiras. Foram meses de trabalho árduo na leitura e agora faltando um mês para o fim do ano letivo aqui meu filho já está no nível de leitura da 2a série (próximo ano).

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Foi muito importante identificar o problema e buscar uma solução. Esses 20 minutos de estudo diários garantiram o progresso do meu filho. Ele chegou a dizer no início do ano que não queria ir  a escola porque não sabia ler e não acompanhava a turma dele. Ele tem coleguinhas de sala que não atingiram o nível de leitura da primeira série e portanto não irão para a segunda série, crianças americanas, para deixar claro que isso não é somente um problema das crianças estrangeiras e bilíngues, afinal o inglês é um idioma cuja fonética confunde até as pessoas nascidas aqui.

Pôr-do- Sol no Pier

Sempre que temos um tempinho eu e o marido tentamos ir até o Pier de Naples durante o pôr-do-sol. O pier é um dos cartões postais de Naples e o pôr-do-sol visto dali é sempre um espetáculo. Confesso que por mais estressante que minha semana ou meu dia esteja sendo, quando vou até o pier sinto uma calmaria imensa, como se fosse obrigada a parar e pensar como moramos em um lugar lindo. Quem visita Naples, na Flórida não pode deixar de passar pelo pier.

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